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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Zisha ou uma falsificaçao

Reconhecer com prudência um pote para chá de argila yishin resulta tremendamente complexo se nos movemos entre os diferentes tipos de argilas da costa do Japão e da Coreia, muito similares á chinesa.  Se a peça é uma falsificação pode que nos resulte mais doado pois em estas, sobre tudo as feitas para o comercio exterior após os anos 70 do passado século, é comum que se pretenda imitar com demasiado zelo o aspecto das superfícies da argila yishing autentica. O barro zisha que é por o regular o que soemos encontrar em potes de chá antigos e originais do este de China, é tremendamente elástico dificultando o trabalho a torno, por tanto as diferentes peças do pote de chá soem compor-se por separado para logo uni-las com os dedos húmidos ou com espátulas de bambu, os remates aportam-nos marcas particulares de espatulado que compre aprenda-mos a reconhecer pronto. Para reconhecer um porte de chá autentico de argila chinesa yishing seguiremos recomendações tradicionais que se usaram em seu dia para evitar falsos de época. Por este motivo muitas de estas teriam mas nexos com o contacto sensitivo entre a peça e o homem que com dados contrastáveis cientificamente. De estes últimos imos escrever um par de linhas antes de começar a nossa viagem zen pelo mundo dos potes de chá de argila.
Como já indiquei antes é importante que comprove-mos que cada uma das partes do pote estão feitas à mão por separado e não procedem de um molde e contra  molde, esta será a parte singela de o trabalho pois, o molde o contra molde que se leva a usar durante séculos para as porcelanas europeias e que há uns anos desplantou a manufactura tradicional chinesa de potes de chá, deixa sempre sinal no corpo do pote, seja na asa, ou se a copia é muito mala, em toda sua superfície. 


Ainda que as peças originais também são compostas por laminas de argila viradas, e logo juntadas para fazer a pança do pote, nunca se encontrarão estas marcas na asa e rara vez no corpo pois trabalho importante era borrá-las com esmero, nenhum alfareiro chinês permitiria que um pote saído de seu talher levara tal defeito, que nem os aprendizes cometiam. 
Até aqui todo fácil, não é? se podemos segurar que o pote não provem de um molde logo teremos que comprovar se a cor da pasta é autentica ou imitada, para este passo ferveremos o pote durante meia ou uma hora em água, se a tinge de pardo as provas rematam cá, o pote é uma imitação, tudo isto sem mirar nem atender a selos nem ao aspecto da superfície.

Mas combém saber que estes são erros de peças muito baratas e de produção em cadeia, hoje posse vender-se algum pote por um alto preço, com uma imitação mas esmerada, e o pior de tudo é que paguemos o custo para logo levar um artículo enganoso. Nada tem de mão deixar cifras avultadas por potes actuais, nem todo o antigo é bom e caro nem todo o actual mão, mas é preciso que nos apartemos dos fakes que só pretendem obter altas sumas por produtos de medíocre qualidade mas muito bom aspecto. 

Para rematar esta primeira parte deixo-lhes com um par de fotografias de um dos potes de nossa colecção, por o tipo de aspecto da pasta ao microscópio semelha ser um autêntico pote do século XVIII montado para a exportação, pouco útil e demasiado delicado para ser usado de cote, cada uma das partes tanto as decoradas como as lavradas estao feitas com paneis independentes, no próximo post aprenderemos o por que das roturas, muito comuns em as peças feitas com argila zisha



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